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We want you for U.S. army. No, thanks!

Não sei se sou patriota demais, mas costumo nadar contra a corrente dos “negativistas” no Brasil. Ah, claro! Antes que me esqueça, sou de oposição ao atual governo.

Estava eu, em uma segunda-feira chuvosa lendo um artigo espanhol – do periódico sediado na bela cidade de Madrid – El País, e me deparei com um artigo intitulado: “Leve desaceleración – El efecto de la crisis global sobre España aconseja cambios fiscales y laborales”.

Que a Espanha não anda bem das pernas, isso é de conhecimento de todos. Ou melhor, de quase todos!

Espanha que surgiu com um notável desenvolvimento econômico na década de 1990, sentiu fortemente o impacto da crise econômica mundial iniciada em 2008. Além do desemprego, o PIB contraiu 3,7% em 2009, teve crescimentos tímidos ou irrelevantes em 2010 e 2011 para em seguida sofrer outra retração de 1,3% em 2012. O desemprego chegou a 26% no País e é hoje considerado por economistas como o maior caloteiro da história.

Até hoje (2016), os espanhóis sofrem com o elevado índice de desemprego – principalmente entre os jovens. A dívida pública continua elevada e o baixo desempenho da economia assombra a terra de Amaia Salamanca (se você não a conhece, jogue no Google).

Mas só os Espanhóis estão nesta situação? Claro que não!

“O mercado de trabalho está chorando mais do que uma reforma orientada principalmente para diminuir as receitas e diminuir as demissões.” (OpiniónEl País.) 

Países Europeus como Grécia, Itália, Irlanda e Portugal não vivem seus melhores momentos. Para os Irlandeses a taxa de desemprego é de 9,7%. Na Itália, 12,4%. Em Portugal 13,0%. E na Grécia incríveis 25,6% – ou seja, mais de um quarto da população sem emprego.

E para aqueles que pensam que os EUA já nasceram como “a maior potência do mundo”, se enganam.

Em torno de 1776 começa a história de domínio americano com sua independência, reconhecida pelos Britânicos poucos anos depois no Tratado de Paris, após o fim da Revolução Americana em 1783.

Lembro-me, de um professor que dizia que o patriotismo dos americanos começou aqui, na Guerra de 1812 ou Guerra Anglo-Americana.

Em 1865, um grande exemplo de recuperação de sua economia após os estados do Norte terem vencido a Guerra de Secessão e readmitem os sulistas na união dos estados americanos. Em 1876 última grande guerra contra os indígenas que se opunham à colonização de suas terras. A vitória americana estimula a expansão populacional rumo ao oeste, com novos territórios abertos à agropecuária. No final do século XIX, amparada pela mecanização, a produtividade das colheitas explode, após a criação de uma malha ferroviária de “primeiro mundo”. Em 1898, conquistam Porto Rico e as Filipinas, antigas colônias Espanholas. Na virada para o século XX, é considerada maior potencia mundial e não contente, a industrialização se espalha de forma monstruosa pelo país...

Ufa! Deixe-me respirar!

Início do século XX, 35 milhões de Europeus imigram para os EUA, fortalecendo a força de trabalho e contribuindo para o vigor econômico. Em 1917, ganham prestígio militar ao desempenhar papel importante nos campos Europeus. Em 1941, entra na segunda guerra mundial no momento mais oportuno, e a conversão da indústria americana para a guerra resulta em importantes avanços tecnológicos e econômicos. A partir de 1946, empresas americanas são impulsionadas com o repasse de tecnologias militares e com a abertura do mercado europeu na reconstrução do continente.

Guerra Fria, crescimento das tensões diplomáticas e militares entre as duas superpotências militares da época, os Estados Unidos e a União Soviética, explosão demográfica e início dos movimentos dos direitos civis e feministas também contribuíram para o crescimento.

Fora a Guerra da Coréia. O poder de Eisenhower. A crise dos mísseis de Cuba. Martin Luther King – o homem do ano em 1964 pela revista Time...

O fato é que nós Brasileiros temos o péssimo habito de achar que só o Brasil tem problemas.E que estes problemas são insuperáveis. Pasmem! Já pensou se o tio Sam tivesse desistido no primeiro “não” que ele tivesse ouvido na frase clássica: we want you for U.S. army?

Passamos sim um dos piores momentos econômicos de nossa historia, mas abaixar a cabeça e se contentar não vai adiantar. Nosso país tem a maior das riquezas – o Brasileiro – e devemos nos lembrar todos os dias disso.

 

Diego Vedovato Fortuna

Administrador de empresas. Cientista Político. Estudante de Relações Internacionais.

Autor do livro “Um lugar para Morar”. Presidente do Projeto “EU Poliglota”.

 

 

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